Descobrindo o invisível

‘Uma Conversa Entre Árvores’ conecta árvores em diferentes ambientes, utilizando sensores conectados a telefones celulares que permitem visualizar e interpretar os dados do sensor como parte de uma nova arte localizada. O projeto visa a criar uma interação única e colaborativa entre artistas, cientistas, público e o local. Numa conversa animada sobre ambientes de floresta, estamos trabalhando ao lado de um experiente cientista do clima do Serviço de Meteorologia (Met Office), botânicos
e guardas florestais a fim de construir uma ampla compreensão da ciência do clima e da ecologia da floresta para o público através deste diálogo.

Na sequência da investigação inicial desenvolvida como parte de projeto de pesquisa anterior, a Floresta Escura, estamos desenvolvimento uma nova ferramenta de visualização e obra de instalação específica de local adaptável para excursionar, e em três locais para exposição.

May 2010 Fermynwoods Contemporary Art
Northamptonshire, NN14 4LN. http://www.fermynwoods.co.uk

June 2010 CCANW, Centre for Contemporary Art and the Natural World
Haldon ForestPark, Kennford, Exeter, EX6 7XR. http://www.ccanw.co.uk

September 2010, Rufford Country Park & Sherwood Forest
Ollerton, Nottinghamshire, NG22 9DF. http://www.sherwoodforest.org.uk


Vamos desenvolver um conjunto de recursos junto à Carlo Bountempo (UK Met Office) e Horizon, da Universidade de Nottingham, comunicando o conteúdo científico e investigação para apoiar a obra de instalação.

Participe


Usando as tecnologias móveis e de internet, “Uma Conversa Entre Árvores” proporciona um ímpeto criativo direto para o público aprender sobre outras culturas, mitos, sentir a natureza, e medir as mudanças climáticas. Através do diálogo construtivo, visamos estimular as mentes dos jovens através do envolvimento com as associações e os contrastes que existem dentro dos ambientes florestais. Operando como um projeto mutuamente benéfico ao vivo, o envolvimento do público juntamente com o projeto atua como um estímulo para complementar currículo de aprendizagem existentes nas escolas, envolvendo o público tanto quanto informando os artistas, e agindo como um arena de teste para tecnologias móveis e de detecção.


Nosso objetivo é desenvolver uma estratégia para envolver as escolas em um diálogo colaborativo sustentado e criativo. À partir do trabalho com escolas, baseado tanto no ambiente urbano quanto florestal, e também localizados em lados opostos do globo, esperamos inspirar os jovens e informá-los sobre o extenso impacto social, geográfico e cultural que as florestas controlam. Ao envolver os jovens no projeto, queremos criar um intercâmbio internacional de idéias que tenha um significado para ambos os contextos, por questões como mudança do clima e da ecologia na percepção de cada localidade.


Esta é uma troca de idéias, onde a floresta e o projeto tornam-se o impulso para que os jovens desenvolvam sua própria investigação. Nosso objetivo é integrar os dados que são coletados na floresta diretamentepara as redes das próprias escolas onde esses dados possam ser acessados como um recurso para utilização em projetos. Espera-se que este projeto possa tornar-se um trampolim para a aprendizagem disciplinar dentro das áreas de arte, estudos culturais, história e ciências.

Um recurso de aprendizagem

Continuaremos a trabalhar com as escolas e comunidades do Rio de Janeiro desenvolveremos ferramentas para que os jovens compartilhem a sua participação no projeto tanto no Reino Unido como no Brasil. Os jovens e as escolas poderão acessar os dados científicos coletados ao longo do projeto, através do uso compartilhado de um recurso de educação on-line (disponível em Inglês e Português). Mais atualizações sobre este recurso em breve.

YSP - Estadia


Yorkshire Sculpture Park, no Reino Unido


www.ysp.co.uk

17 à 29 de agosto de 2010


Durante a nossa estadia no Yorkshire Sculpture Park, coletamos dados sensoriais e visualizamos os resultados para revelar as alterações invisíveis em jogo no entorno das zonas florestais. Realizamos uma série de experimentos incluindo um conexão ao vivo entre as árvores na região de Yorkshire Sculpture Park e no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Brasil.


Sensores Humanos


Durante a estadia, realizamos vários experimentos pedindo para os visitantes agirem como “sensores humanos” e para gravarem dados não-científicos (dados subjetivos) sobre como eles perceberam o ambiente ao redor da árvore no parque - onde estávamos coletando os dados científicos. Usamos esses dados para comparar as percepções e a experiência das pessoas aos dados científicos que continuamos a recolher sobre a atmopshere, oque nos ajudou a construir uma imagem do parque ao longo do período da estadia.


O experimento envolveu:


1 - Tirar uma fotografia para capturar a luz e a cor entre os ramos da copa da árvore
2 - Escrever o que você pensa que a temperatura seja, entre 1-10, sendo 1a mais fria que já sentiu e 10 a mais quente
3 - Escrever o que você pensa que a umidade seja, entre 1-10, sendo 1 para seco e 10 para molhado/úmido, pense sobre o efeito em seu corpo (suor, lábios secos, estático, terra molhada sob seus pés)
4 - Escrever o que você pensa que os níveis sonoros são, entre 1-10, sendo 1 o ambiente mais silencioso em que você já esteve em 10 o ambiente mais barulhento
5 - Escrever o que você pensa que a pressão atmosférica seja, entre 1-10, sendo 1 a menor pressão e 10 a mais elevada. A baixa pressão pode fazer você se sentir tonto (muitas vezes sentido quando você está em altitudes elevadas), e a alta pressão pode dar às pessoas dores-de-cabeça, e pode ser descrita como “tempo fechado”, o que acontece muitas vezes antes de uma tempestade.


Estes são os resultados dos sensores humanos com base na percepção cada indivíduo quanto a luz, temperatura, umidade, pressão atmosférica e os níveis de decibéis em ao redor da árvore.
Fig.1 fotografias e os dados coletados pelos visitantes no parque - Sexta-feira 20 de agosto

A Floresta Escura

Floresta Escura foi um projeto interativo explorando o impacto da intervenção positiva e negativa do homem em nossas florestas. O projeto contrasta e conecta
florestas tropicais no Brasil com as florestas temperadas no Reino Unido através de um intercâmbio artístico ligando artistas, escolas e jovens em ambas as regiões.


As florestas são consideradas os pulmões do mundo, e estão lentamente diminuindo e mudando, mas temos algumas ferramentas para visualizar esta mudança, e compreender os nossos sentimentos com relação a essa perda. Active Ingredient (Ingrediente Ativo) espera revelar novas formas de consciência ambiental por meio da exploração das pessoas, dos locais, e pesquisando os mitos ligados às florestas. Reunir o “Saci Pererê” e o “Robin Hood” para unir forças na ajuda para a proteção da natureza é agora mais urgente do que nunca.

O projeto Floresta Escura teve três fases:

1. Investigação e desenvolvimento na Floresta de Sherwood e na Mata Atlantica
2. Exposição e documentação do projeto
3. Escolas de intercâmbio em Nottingham e Rio de Janeiro explorando como as florestas temperadas na Inglaterra podem contrastar dados compartilhados com as florestas tropicais no Brasil.Trabalhando com artistas, cientistas e tecnólogos nos dois países, o projeto prestou atenção à forma como interpretamos os dados e quanto
investimos na vida das florestas, como parte do nosso futuro


A primeira fase da Projeto Floresta Escura envolveu a investigação e desenvolvimento, através de uma colaboração entre Ingrediente Ativo, Mobilefest, newTV e o Mix Reality Lab, da Universidade de Nottingham. Este processo nos levou a um diálogo entre as organizações contrastando e comparando as florestas ao nosso redor, envolvendo visitas à Floresta de Sherwood, em Nottinghamshire e da Mata Atlântica, no estado de São Paulo. Isto resultou em uma exposição como parte do Mobilefest 2009, no Museo do Imagem e Som, emSão Paulo, criando um diálogo entre uma árvore de fora do museu em São Paulo, no Brasil, e uma árvore em
Nottingham, no Reino Unido, visualizando os dados invisíveis em torno da árvores.

A próxima fase do projeto envolveu uma colaboração entre Ingrediente Ativo e Sílvia Leal do Estúdio Móvel Experimental; e Bruno Rezende Silva, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, gerenciando oficinas e a troca entre os jovens de Djanogly Academy (Escola Djanogly) em Nottingham e um grupo de jovens no Rio de Janeiro. Desta vez trabalhando na Floresta de Sherwood  e Mata Atlântica (Floresta da Tijuca) com o kit de sensor móvel.

Como resultado da colaboração contínua entre os artistas, cientistas e tecnólogos no Reino Unido e no Brasil, o Active Ingredient desenvolveu uma conversa entre as árvores, que irá estender a colaboração para Carlo Bountempo, cientista sênior em mudança climática no Hadley Centre, do Met Office do Reino Unido.

O

O projeto Floresta Escura evoluiu a partir de discussões com Mobilefest e newTV no Brasil sobre a Expedição Mobilefest BR-163. Este projeto é um roteiro original desenvolvido por Marcelo Godoy da Compania newTV Production. Após dois anos de pesquisa o projeto juntou-se ao Mobilefest - Festival Internacional de Arte e Criatividade Móvel, com a intenção de criar um documentário on-line utilizando a mais recente tecnologia móvel disponível.

Em dezembro de 2007, Ingrediente Ativo foi convidado para participar do projeto, para adicionar recursos de mapeamento, localização e realidade aumentada, bem como a apoiar os elementos interativos do projeto. Destes debates, o Floresta Escura foi desenvolvido como um diálogo que permitiria um intercâmbio cultural através do desenvolvimento de um trabalho artístico e trocas escolares.

A Floresta Escura, uma instalação

A primeira etapa envolve pesquisa em monitoramento e mudanças de sensação da Floresta Sherwood, no Reino Unido e da Mata Atlântica, do Brasil. A equipe está trabalhando com as escolas em ambos os países, utilizando tecnologias móveis e internet para aprender a sentir as florestas como são agora, seus mitos compartilhados
e o futuro de nossas florestas.

Ingrediente Ativo está instalando um dispositivo sensor na Mata Atlântica, no Brasil e na Floresta de Sherwood, no Reino Unido anexado a uma velha árvore nas duas florestas. Este dispositivo medirá os seguintes tipos de dados:

- Umidade
- Luz
- Som (decibéis)
- CO2
- Movimento e luz através de uma câm

Ambos os conjuntos de dados serão visualizados como imagens em 3D das copas das árvores vistas do chão para o céu, que mudam constantemente, os diferentes dados ao vivo enviados das florestas criam respostas visuais e de áudio projetadas em imagens 3D.

A instalação conecta uma árvore na Mata Atlântica a uma na Floresta de Sherwood, construindo um diálogo que revela o que está acontecendo simultaneamente nestas duas florestas ícones no mundo.

Ingrediente Ativo em colaboração com Sílvia Leal (EME), Bruno Rezende Silva, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, NewTV, Mobilefest e o Mixed Reality Lab, Universidade de Nottingham iniciaram processo usando sensores inovadores e as tecnologias móveis para a criação de uma nova instalação, exibido em Nottingham e em São Paulo durante 2009 e que deve ser desenvolvido como parte de uma nova obra de arte e colaboração entre o Reino Unido e o Brasil em 2010.

Uma exposição fotográfica foi exibida em:

New Art Exchange, Gregory Boulevard, Nottingham
Quarta-feira 14 setembro - 25 setembro sábado
http://www.thenewartexchange.org.uk/

A primeira exibição da instalação:

Mobilefest Festival Internacional de Tecnologia Móvel, MIS, Av. Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo
Quinta-feira 12 - Domingo, 15 de novembro 2010
http://www.mis-sp.org.br/

A Floresta Escura tem sido apoiada pelo Conselho de Artes de East Midlands, England, Conselho do Condado de Nottingham, Nottingham City Council, Mixed Reality Lab da Universidade de Nottingham e UKTI.